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De Israel, Ângela Bibi, mãe de dois soldados israelenses fala do conflito e manda recado à Igreja Brasileira

01/08/2014 às 17h19 - Atualizado em: 02/08/2016 às 18h24

Fale um pouco sobre você e sua família:

Meu nome e Ângela Bibi. Sou casada e tenho 3 filhos. Há 17 anos moramos em Israel. Meu filho Adi tem 24 anos, e serve na Forca Aérea. Minha filha do meio, Raquel, já serviu o Exército e estuda psicologia. Minha filha menor, Tamara de 19 anos, está fazendo o curso de oficial no Exército. Somos uma família judia tradicional.

Como você se sente tendo dois filhos no exército no front da guerra?

Embora meus filhos não estejam dentro de Gaza, eu e meu esposo estamos profundamente preocupados pela segurança de cada um dos jovens soldados combatendo dentro de Gaza.

Qual o sentimento geral do povo israelense em relação a ofensiva terrestre à Gaza?

A grande maioria da população apoia as decisões do governo. Não podemos mais viver a cada 2 anos debaixo de foguetes do Hamas, do Jihad Islâmico ou qualquer outra organização terrorista. Nosso primeiro ministro resistiu à ofensiva terrestre até 13 terroristas saírem de túneis subterrâneos para o território de Israel, próximo a um Kibutz. Esse foi o catalizador para a ofensiva terrestre em Gaza. Prisioneiros do Hamas confessaram que haviam um grande plano de ataque planejado para o próximo Ano Novo Judaico, em Setembro.

Dos vários túneis subterrâneos que ligam Gaza a Israel (até o presente momento descobriram-se 32 túneis), 200 terroristas saíram fortemente armados, para entrarem em casas de vários Kibutzim e seus refeitórios comunitários, com a intenção de assassinarem o maior número de pessoas e raptarem outras. O povo israelense é totalmente contra ceder à pressão dos Estados Unidos ou Nações Unidas para cessar a operação terrestre sem concluir o trabalho que deve ser feito, ou seja, descobrir e destruir todos os túneis e arsenais ainda escondidos. Além disso, procuramos soluções e garantias a longo prazo, junto à comunidade internacional, meios que garantam a Israel a manutenção de Gaza livre de armamentos.

A história de perseguição do povo judeu é milenar e há sentimentos confusos em relação aos Cristãos. Que recado você mandaria à Igreja Cristã Brasileira neste momento?

Ter sempre em mente que Jesus era um judeu religioso, nascido de mãe judia. Joao Batista perdeu sua cabeça por incomodar líderes políticos da época, e por ser por demais popular. Jesus atraia multidões, o que deveria perturbar mais ainda o poder de Roma. Por 2000 anos, a Igreja Católica provocou um profundo antissemitismo entre os cristãos, apontando o povo judeu como responsável pela crucificação de Jesus. Chegou o tempo do mundo cristão orar pelo povo Judeu, apoiar publicamente Israel e impedir que outras injustiças sejam praticadas.

Como você explicaria em poucas palavras a saga do povo judeu na terra santa?

A Terra Santa sempre foi palco de guerras, invasões e conflitos devido a sua posição geográfica. Na antiguidade, conectava o Egito da época dos faraós a Mesopotâmia, depois a Europa a Índia, com seu rico intercâmbio de especiarias e seda. Nós estávamos e sempre estaremos no centro desse fluxo, Europa, África e Ásia. Daí fomos expulsos da nossa terra pelos Assírios em 722 BC, pelos Babilônios em 586 BC, depois pelos Romanos em 70 CE, e depois pelos muçulmanos com a tomada de Jerusalém pelo grande general Salahidin. Por fim, quase no final do regime turco que durou 400 anos, iniciou-se o movimento sionista a partir do julgamento do oficial judeu Dreyfus na Franca, em 1892. Theodor Hertzel estava cobrindo o acontecimento como jornalista, e quando viu que a multidão gritava “MORTE AOS JUDEUS”, entendeu que os judeus tinham que ter um território próprio para viver e para deixar para traz o antissemitismo do qual foi sempre vítima.

O extermínio de 6 milhões de judeus na Europa (dos quais 1 milhão e meio eram crianças) foi o evento catalizador para lutarmos e defendermos o estado de Israel com a nossa vida. É isso que fazemos agora contra o Hamas, e será o que faremos sempre contra qualquer força que ameace nossa nação. Jamais permitiremos um novo holocausto!

Como você explicaria em poucas palavras as táticas de guerra do Hamas, incluindo a prática dos escudos humanos e dos refugiados profissionais? 

Vamos começar pelos refugiados profissionais. Não se pode entender que por mais 3 gerações – cidades inteiras ainda sejam chamadas de campo de refugiados ou pessoas tenham este status. É inexplicável que até hoje haja um enorme número de refugiados palestinos, a não ser que seja por interesse e manipulação política tanto do mundo Árabe, como da própria “liderança” palestina. Por conta dos “pobres” refugiados palestinos, um incontável fluxo de bilhões de dólares foi doado pela comunidade internacional para ser investido no povo palestino. A maior parte desse valor ou foi desviado em corrupção, ou foi investido para fins terroristas com a finalidade de destruir Israel. E é isso que vemos agora em Gaza.

A população de Gaza vive em absoluta miséria, com 40% de desempregados, enquanto que toda essa infraestrutura de terror encontrada: túneis, arsenais de foguetes e fábricas de armamentos para destruir o povo judeu, foi estimada em 800 milhões de dólares. Em relação a tática de guerra, é uma expressão inadequada, pois trata-se de tática de guerrilha praticada por organização terrorista. O Hamas fez uso de casas particulares para entrada e saída de túneis subterrâneos, usaram escolas, mesquitas e hospitais como depósito de foguetes ou para lançamento de ataque dos mesmos em direção a Israel. Enquanto Israel avisa a população para evacuar suas casas próximas a áreas de base de terror do Hamas, antes de dar início ao bombardeio, Hamas ameaça essa mesma população para que permaneçam no mesmo lugar. Quanto maior o número de mulheres e crianças mortas, é muito melhor para a propaganda, especialmente com o apoio da CNN e BBC. Aliás, é como se o genocídio na Síria e no Iraque tivessem parado de existir  num passo de mágica!

Porém, a face mais diabólica do Hamas é usar crianças pequenas como escudo humano. Os vídeos filmados na área do conflito são repugnantes! Acrescento ainda, que por anos a fio, o sistema de educação dentro de Gaza imposto pelo Hamas é baseado em doutrinação criminosa contra o povo judeu, desde o pré-escolar! Assim garantem o fluxo interminável de futuros homens bomba e terroristas! Gostaria de concluir essa entrevista, com o pedido para que todos aqueles com sentimentos contra Israel, façam uma reavaliação dos seus valores e estejam abertos para tanta informação correta, seria e profissional que está correndo nas redes sociais. Leiam, investiguem, e digam basta para a desinformação seja ela proveniente de onde for. Pensem comigo honestamente, se Jesus voltasse hoje a Terra, e visse que 3 jovens judeus foram raptados e assassinados por uma organização terrorista, e que esta mesma organização estivesse lançando continuamente 2000 foguetes em 20 dias sobre o povo de Israel, o que Ele pensaria? Compreender pelo que está passando Israel hoje, é enxergar como Jesus!

Retirado do GNotícias