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Conhecida como Vovó do Pó, ex-traficante se converte e vira missionária

13/12/2012 às 12h08 - Atualizado em: 02/08/2016 às 18h34

Conhecida como Vovó do Pó, Leida Gabriel Batista é uma ex-traficante, convertida ao Evangelho e hoje, testemunha da transformação que a Palavra proporciona.

Após se envolver com as drogas aos 7 anos, passou a traficar aos 12, e no auge de seu envolvimento com o submundo do tráfico, chegou a comandar oito pontos de venda de drogas em Belo Horizonte.

Hoje, aos 60 anos, a Vovó tem na história uma passagem pela cadeia, onde cumpriu pena por tráfico de entorpecentes, porte de armas, formação de quadrilha e tentativa de homicídio.

Leida Gabriel Batista foi acompanhada pela reportagem do jornal Estado de Minas, num culto de jovens da Igreja Batista da Lagoinha. A repórter Sandra Kiefer relata que o público vai do desdém – ao ver uma senhora de coque e cabelo grisalho – ao delírio – com as histórias alucinantes da antiga Vovó do Pó: “Não é lero-lero de Jesus, não! Já cachimbei maconha com pedra, com cinza, com tudo o quanto há. Passava três, quatro dias sem comer, escornada em cima de uma cama”, afirma Leida.

Agora missionária, visita penitenciárias onde ministra palestras de conscientização aos detentos e fala numa linguagem simples e direta, de igual para igual: “Digo a eles que Jesus não vai ficar parado esperando que larguem o treszoitão (revólver calibre 38). Explico que passarinho parado ou é estilingue ou é gaiola. E que com eles é a mesma coisa, ou morrem no tráfico ou vão para a cadeia. Peço para lembrar quantos colegas deles já desceram a sepultura enquanto eles estão seguros dentro da prisão. E termino citando João, capítulo 8, versículo 32: ‘E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará’”.

Leida vive com simplicidade, numa favela conhecida como São José, no bairro das Neves. Vive com um salário mínimo, que recebe de aposentadoria especial por ser dependente de remédios controlados, e paga R$ 250,00 de aluguel num barracão de três cômodos. A antiga traficante conta que muitos não acreditam que tenha se convertido, e relata um episódio ocorrido em 2001: “O médico que me acompanhava brincou comigo: ‘Meu Deus, agora ela enlouqueceu de vez. A Vovó do Pó virou Vovó de Deus?’”.

A missionária relata que a desconfiança da família ainda existe, porém tem lidado com isso e superado as barreiras: “O meu [filho] mais velho me chama de mãe e o mais novo de Leda. Eles ainda não deixam meus netos sozinhos comigo. De vez em quando, consigo fazer uma comidinha especial ou cortar o cabelo de um deles. Se eu soubesse antes que era tão bom andar assim…”, imagina.

Segundo ela, de agora em diante o passado ficou para trás: ““Vovó do Pó, não! Baiana, não! De hoje em diante, exijo ser chamada por meu nome de batismo: Leida Gabriel Batista, a seu dispor”, diz a mulher transformada.

Fonte: Gospel +